Economia: Onda de calor eleva preços de alimentos, eletrônicos e da conta de energia elétrica

Por Fonte83 - 17/11/2023

A onda de calor que atinge diversas regiões do Brasil não se reflete apenas nas sensações térmicas, mas também incide diretamente no bolso dos consumidores. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referentes a outubro e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam um aumento nos preços de alimentos e eletrodomésticos, como ar-condicionados e ventiladores, enquanto especialistas alertam para a possível elevação nas contas de luz.

O IPCA apontou um aumento de 6,09% no preço dos aparelhos de ar condicionado, alcançando o maior índice desde outubro de 2010, quando registrou uma alta de 10,54%. Os ventiladores também tiveram um acréscimo de 0,20%. A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) reportou um salto de 38% nas vendas de ar condicionado apenas no segundo semestre do ano, destaca o Metrópoles.

De acordo com Toríbio Rolon, presidente do Departamento Nacional de Comércio e Distribuição da Abrava, as mudanças climáticas, o calor e a seca estão impulsionando a elevação dos preços devido às dificuldades no transporte de mercadorias e insumos, principalmente na região de Manaus, afetadas severamente pela estiagem.

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) prevê impactos na conta de luz devido ao aumento expressivo no consumo de energia registrado recentemente. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) constatou um recorde na demanda por energia, atingindo 101.475 megawatts, representando um crescimento de 16,8% em relação ao início de novembro. O aumento nos preços dos alimentos também preocupa. Itens como batata-inglesa, cebola, frutas, arroz e carnes registraram alta, contribuindo para a inflação do setor alimentar.